🚀 Aprenda inglês 3x mais rápido com a Fluency | Garanta sua vaga! →

🚀 Aprenda inglês 3x mais rápido! →

Você já se pegou paralisado no meio de uma calçada em Nova York, ou talvez perdido nos corredores do metrô de Londres, com um mapa torto na mão e aquele frio na barriga porque simplesmente não sabia como abordar alguém e dizer “com licença, onde fica…?”? Pois bem, respire fundo, porque a resposta para a pergunta como pedir informações em inglês é, na essência, mais simples do que parece: trata se de combinar uma saudação educada, uma question word (palavra interrogativa) clara e um verbo auxiliar ou modal correto, ajustando o tom de voz conforme a formalidade da situação. Não é preciso ter a fluência de um nativo para conseguir a informação que você precisa; na grande maioria das vezes, os falantes de inglês são extremamente prestativos com quem está aprendendo o idioma, desde que você saiba como iniciar a conversa e, crucialmente, consiga entender a resposta. Porque, convenhamos, perguntar é fácil, o desafio mesmo é decifrar o turbilhão de palavras que vem depois com sotaques diversos. Neste artigo, vamos mergulhar fundo nas estruturas linguísticas, nas nuances culturais e naqueles coloquialismos que os livros didáticos muitas vezes esquecem de contar. Vamos explorar desde o básico do verbo to be até os phrasal verbs mais enrolados que aparecem nas direções, passando por estratégias para não travar quando o nativo falar rápido demais. Você vai descobrir como soar educado sem ser artificial, como pedir para a pessoa repetir de um jeito que não soe grosseiro e, principalmente, vai sair daqui equipado com um arsenal de exemplos práticos com tradução para nunca mais se sentir um peixe fora d’água. Prepare se para desmistificar de vez a arte de perguntar no idioma de Shakespeare, com direito a gírias, interjeições e aquela malemolência que só um texto pensado para o brasileiro que quer desbravar o mundo pode ter.

Por que tantas pessoas travam na hora de pedir informações em inglês?

Ah, o bloqueio mental. É quase como se o cérebro decidisse tirar férias bem na hora em que você mais precisa dele, não é mesmo? Isso acontece, e muito mais do que você imagina, até com quem estuda inglês há anos. A raiz do problema raramente está na falta de vocabulário absoluto. Na real, a maioria das pessoas sabe o que significa where (onde), when (quando) ou how much (quanto). A questão é outra, bem mais profunda e psicológica.

Primeiro, temos o medo da rejeição ou de parecer “burro”. A gente cresce numa cultura onde errar é visto com maus olhos, e quando transportamos isso para o inglês, cada sílaba pronunciada de forma levemente diferente vira um potencial desastre. “E se eu falar ‘Where is’ com sotaque e a pessoa me olhar torto?” Relaxa, meu caro, o gringo tá mais preocupado com o trem que ele vai perder do que com a sua pronúncia perfeita do “th”.

Segundo, e talvez mais importante, é a ansiedade causada pela velocidade da resposta. Você cria coragem, solta um “Excuse me, where is the nearest subway station?” (Com licença, onde fica a estação de metrô mais próxima?) e o nativo te devolve uma metralhadora giratória de palavras como “Oh sure, you just gotta go down two blocks, then hang a left at the drugstore, but watch out ‘cause the sidewalk’s all torn up, and you might wanna cut through the park instead, y’know?”. Nesse momento, seu cérebro ainda tá processando o “Oh sure” e já perdeu o resto da frase inteira. A gente entra em pânico, dá um sorriso amarelo e sai andando na direção contrária.

E tem mais: a cultura da comunicação. Em português, a gente tende a dar voltas. “Ô amigo, tudo bem? Desculpa incomodar, mas será que você saberia me dizer se tem um ponto de ônibus por aqui, assim, mais ou menos?” Em inglês, embora exista polidez, a objetividade costuma ser mais valorizada, especialmente em cidades grandes. Ir direto ao ponto com um “Where’s the restroom?” não é indelicado; é prático. Mas o brasileiro, acostumado a floreios, muitas vezes sente que está sendo rude ao ser direto demais, e aí vem a trava na hora de formular a frase.

Por fim, existe a síndrome do “inglês de livro didático”. A gente aprende “I would like to know where the library is”, que é perfeitamente correto, mas quase nunca usado na fala corrida do dia a dia. Na rua, você vai ouvir “D’you know where the library’s at?”. Essa diferença entre o inglês formal escrito e o inglês falado, cheio de contrações e reduções (going to vira gonnawant to vira wanna), é um abismo que faz a gente se sentir um ET quando finalmente pisa em solo estrangeiro. Mas calma, porque entender isso já é meio caminho andado para resolver o problema. A seguir, a gente vai quebrar esse gelo de vez.

Conhecer curso de Inglês

Exemplos práticos sobre a hesitação e como lidar com ela:

  1. Frase em inglês: “Excuse me, I’m sorry to bother you, but could you possibly tell me where I might find a restroom?”

     

    Tradução: “Com licença, sinto muito incomodá-lo, mas você poderia possivelmente me dizer onde eu poderia encontrar um banheiro?”
    (Nota: Isso é um exagero de polidez. Você estaria sendo educado, mas o nativo provavelmente responderia apenas com um gesto rápido.)

  2. Frase em inglês: “I know this sounds silly, but I’m completely turned around. Is this the way to the museum?”
    Tradução: “Sei que parece bobagem, mas eu estou completamente desorientado. É este o caminho para o museu?”
    (Nota: Usar ‘I’m completely turned around’ é uma expressão idiomática ótima para dizer que você está perdido sem parecer um turista indefeso.)

  3. Frase em inglês: “Sorry, my English isn’t great. Could you say that a bit slower, please?”
    Tradução: “Desculpe, meu inglês não é muito bom. Você poderia falar isso um pouco mais devagar, por favor?”
    (Nota: Essa é a frase de ouro. Ninguém vai te negar ajuda depois de ouvir isso. É honesta e quebra qualquer barreira.)

  4. Frase em inglês: “Wait, I think I got lost in your explanation. You said left at the light, right?”
    Tradução: “Espera, acho que me perdi na sua explicação. Você disse esquerda no semáforo, certo?”
    (Nota: Usar ‘I got lost in your explanation’ é um jeito coloquial e simpático de assumir que você não acompanhou o raciocínio.)

Como fazer perguntas formais para pedir informações em inglês sem soar arrogante?

Tá, você não quer soar como um robô dizendo “I would like to inquire…”, mas também não quer chegar chegando com um “Hey, where’s the thing?” quando está falando com o recepcionista do hotel ou com um policial. Encontrar o meio termo é a chave. A boa notícia é que o inglês é um idioma extremamente flexível quando se trata de polidez, e os verbos modais (can, could, may, would) são seus melhores amigos nessa missão.

Vamos combinar o seguinte: Can é prático, direto e aceitável em 90% das situações cotidianas. Could e Would são o toque de classe. Eles transformam uma ordem disfarçada de pergunta num pedido genuinamente cortês. Quando você usa “Could you tell me…”, você não está apenas perguntando, você está reconhecendo a possibilidade de que a pessoa possa ou não estar ocupada ou disposta a ajudar. É como dizer “Você teria a bondade de…?” sem todo o drama.

Outro ponto linguístico que separa os viajantes casuais dos comunicadores habilidosos é o uso de indirect questions (perguntas indiretas). Em português a gente faz isso naturalmente: “Você sabe que horas são?” ao invés de “Que horas são?”. Em inglês, a estrutura muda um tiquinho. Repare na ordem das palavras.

Direto: “Where is the bank?” (Onde fica o banco?)
Indireto: “Could you tell me where the bank is?” (Você poderia me dizer onde fica o banco?)

Viu a diferença? Na indireta, o verbo is vai para o final da oração. Isso é um clássico erro de brasileiro. A gente tende a dizer “Could you tell me where is the bank?” e o nativo até entende, mas soa como um desvio gramatical grosseiro. Corrigir essa inversão eleva seu nível de inglês instantaneamente.

Além dos modais, a escolha do vocabulário faz toda a diferença. Palavras como perhaps (talvez), possibly (possivelmente) e a introdução I was wondering if… (Eu estava pensando se…) são campeãs da cortesia. Elas criam uma distância educada que é muito bem vinda em ambientes profissionais ou com estranhos mais velhos.

Por exemplo, imagine que você precisa de uma informação que é meio chata de pedir, tipo uma exceção ou um favor que foge do script. Dizer “Give me a different room” (Me dê um quarto diferente) é tiro e queda pra tomar uma patada. Mas e se você disser: “I was wondering if it might be possible to switch rooms, perhaps?” (Eu estava pensando se talvez seria possível trocar de quarto?). A chance de sucesso aumenta vertiginosamente. É a mágica da modéstia linguística.

Exemplos de perguntas formais:

  1. Frase em inglês: “Would you happen to know if the conference room is still available?”
    Tradução: “Por acaso você saberia se a sala de conferências ainda está disponível?”
    (Nota: ‘Would you happen to know’ é uma construção muito educada e comum no ambiente de trabalho.)

  2. Frase em inglês: “I was wondering if you could point me towards the HR department.”
    Tradução: “Eu estava pensando se você poderia me indicar a direção do departamento de Recursos Humanos.”
    (Nota: ‘Point me towards’ é mais idiomático e natural do que ‘show me the way’.)

  3. Frase em inglês: “May I trouble you for some information regarding the new policy?”
    Tradução: “Eu poderia incomodá-lo para obter alguma informação sobre a nova política?”
    (Nota: ‘May I trouble you’ é extremamente formal, ideal para e-mails ou para falar com superiores.)

  4. Frase em inglês: “Could you possibly clarify what time the shuttle arrives, please?”
    Tradução: “Você poderia possivelmente esclarecer a que horas o traslado chega, por favor?”
    (Nota: ‘Clarify’ é uma ótima palavra para usar quando você já recebeu a informação mas ela estava confusa.)

Quais são as gírias e expressões idiomáticas essenciais para pedir informações como um nativo?

Chegou a parte divertida. Se você quer sair do nível “Turista Básico” e se aventurar no território do “Turista que Parece Saber o que Tá Fazendo”, precisa colocar umas expressões idiomáticas no bolso. Não adianta saber a gramática perfeita se você travar quando alguém disser “It’s just a stone’s throw away” (É a dois passos daqui) e você começar a olhar pro chão procurando uma pedra atirada, né?

O inglês cotidiano é recheado dessas pequenas metáforas. E pedir informações, especialmente direções, é um prato cheio para elas. Vamos começar com algumas das mais usadas.

“A stone’s throw away” é clássica. Significa que algo está extremamente perto. Outra muito boa é “Just around the corner” (É logo ali, virando a esquina). Mas cuidado: para quem mora em cidades grandes, “logo ali” pode significar 15 minutos de caminhada, então não hesite em confirmar com um “So, about five minutes walking?” (Então, uns cinco minutos andando?).

E quando a pessoa começa a explicar o caminho, prepare se para os phrasal verbs. Eles são o terror de quem estuda, mas na prática, são a alma do idioma. Você vai ouvir muito:

“Head down” ou “Go down” a rua. Não tem nada a ver com cabeça (head), significa seguir por aquela rua.
“Hang a left/right”: Essa é sensacional e parece que você está num filme. Hang a left é vire à esquerda. Hang a right, vire à direita. É um coloquialismo super comum nos EUA.
“Cut through”: Atravessar por dentro de algo. “You can cut through the parking lot” (Você pode cortar caminho pelo estacionamento).
“Wind up”: Acabar chegando/terminando em algum lugar. “If you keep straight, you’ll wind up at the river” (Se continuar reto, você vai acabar chegando no rio).

Além das direções, tem as expressões para quando você quer confirmar se entendeu. Em vez do batido “I understand” (Eu entendo), solte um “Got it” (Saquei). Ou, se a explicação foi longa e você quer repetir o resumo para ter certeza, use “So, just so I’m clear…” (Então, só para ter certeza de que eu entendi bem…).

E se você estiver num lugar barulhento ou a pessoa falou para dentro e você perdeu tudo? Esqueça o robótico “Could you repeat that, please?”. Use um sonoro Sorry, I didn’t catch that” (Desculpe, não peguei isso). Ou, se você ouviu mas a palavra foi nova, “I didn’t quite catch the name of the street” (Não peguei bem o nome da rua). A palavra catch aqui é mágica, significa “captar” com os ouvidos.

Conhecer curso de Inglês

Exemplos com gírias e expressões idiomáticas:

  1. Frase em inglês: “You just gotta go down this road ‘til you see the big red barn, then hang a right.”

     

    Tradução: “Você só precisa seguir por esta estrada até ver o grande celeiro vermelho, aí vire à direita.”
    (Nota: O uso de ‘gotta’ (redução de got to) e ‘hang a right’ deixa a frase 100% natural.)

  2. Frase em inglês: “The place you’re looking for? It’s a stone’s throw from here. Just cut through the alley.”
    Tradução: “O lugar que você está procurando? É a dois passos daqui. É só cortar pelo beco.”

  3. Frase em inglês: “Sorry, mate, I didn’t catch a word of that. This place is too loud.”
    Tradução: “Desculpa, cara, não peguei uma palavra do que você disse. Esse lugar é barulhento demais.”
    (Nota: ‘Mate’ é muito usado no Reino Unido e Austrália. Nos EUA, troque por ‘man’ ou ‘buddy’.)

  4. Frase em inglês: “Wait, so I go all the way down, then I make a left, and I’ll wind up right in front of it?”
    Tradução: “Espera, então eu vou até o final, aí viro à esquerda, e vou acabar bem na frente?”
    (Nota: ‘All the way down’ e ‘wind up’ são expressões essenciais para não se perder no caminho.)

Como pedir informações em inglês por telefone ou videochamada sem se enrolar?

Se ao vivo já dá aquele friozinho na espinha, imagine pelo telefone. Some a barreira do idioma à barreira tecnológica de uma linha ruim, áudio cortando ou aquele delay infernal do Zoom, e a receita para o desastre comunicativo está pronta. Mas fique tranquilo, porque tem estratégias específicas para esses ambientes que vão te salvar de passar vergonha.

Primeiro, a regra de ouro para ligações em inglês: Spell it out (Soletre). Não importa se seu nome é João Silva ou se você está procurando a rua “Worcestershire”. O nome próprio ou o endereço em inglês quase nunca se escreve do jeito que se fala. Aprenda a usar o alfabeto fonético da OTAN ou, pelo menos, tenha um sistema de palavras de exemplo na ponta da língua. “My name is Ana. That’s A as in Apple, N as in November, A as in Apple.” Isso elimina 50% dos ruídos de comunicação de imediato.

Em videochamadas, principalmente para trabalho ou estudo, o contexto é tudo. Você precisa de um plano de fuga para quando a conexão cair ou a fala do nativo embolar por causa do lag. Expressões como “You’re breaking up a little bit” (Sua voz está falhando um pouco) são muito mais eficazes do que um genérico “I can’t hear you”. Outra muito útil é “Sorry, I think we have a delay. Let me just finish this thought” (Desculpe, acho que tem um delay. Deixe me só terminar este raciocínio). Isso evita que vocês fiquem falando um por cima do outro, aquela situação constrangedora que o Zoom adora criar.

Outra dica valiosa é usar “For the record…” ou “Just to confirm…”. No ambiente remoto, a informação pode se perder facilmente. Depois que o seu chefe ou atendente disser algo como “The meeting is next Wednesday”, você pode devolver: “Okay, just to confirm on my end, you said Wednesday the 10th at 2 PM Eastern Time?”. Isso mostra profissionalismo e garante que você não vai perder o compromisso por causa de um fuso horário maluco.

E se a informação for muito complexa? Uma lista de coisas para levar ou um passo a passo técnico? Não tenha vergonha de pedir um e-mail. Em vez de fingir que está anotando e depois esquecer metade, diga claramente: “Do you mind sending me a quick follow up email with those details? My signal isn’t the best and I want to make sure I get it right.” (Você se importa de me enviar um e-mail rápido com esses detalhes? Meu sinal não tá muito bom e quero ter certeza de que anotei certo). É uma desculpa socialmente aceita que ninguém questiona.

Exemplos para comunicação remota:

  1. Frase em inglês: “Could you spell the last name for me, please? I’m not sure I caught the ending.”
    Tradução: “Você poderia soletrar o sobrenome para mim, por favor? Não tenho certeza se peguei o final.”
    (Nota: Muito útil em check in de hotéis ou aluguel de carros por telefone.)

  2. Frase em inglês: “I’m losing you a bit there. Could you say the last part again about the password?”
    Tradução: “Tô te perdendo um pouco aí. Você poderia repetir a última parte sobre a senha?”

  3. Frase em inglês: “Just so I’ve got this straight, the conference ID is 4567, correct?”
    Tradução: “Só pra ver se eu entendi direito, o ID da conferência é 4567, correto?”
    (Nota: ‘Just so I’ve got this straight’ é perfeito para repetir números e códigos.)

  4. Frase em inglês: “I think there’s a bit of an echo on the line. Can you hear me clearly?”
    Tradução: “Acho que tem um pouco de eco na linha. Você consegue me ouvir claramente?”
    (Nota: Oferecer a informação de que a linha está ruim é mais educado do que só dizer ‘O quê? Não ouvi’.)

Como entender as respostas quando pedimos informações em inglês?

Perguntar é a parte fácil, convenhamos. Você prepara a frase, ensaia mentalmente, toma coragem e solta. Mas aí vem a cachoeira de sons que é a resposta de um nativo apressado, e o seu castelo de cartas linguístico desmorona. Entender a resposta é, de longe, o maior desafio na arte de pedir informações. Mas existem macetes para navegar nesse mar bravio sem naufragar.

O primeiro passo é dominar os números e as preposições de lugar. Por mais que o resto da frase seja um borrão sonoro, seu cérebro precisa estar programado para pinçar palavras como “left”“right”“straight”“next to”“across from”“behind”, e números de ônibus ou plataformas. Treine seu ouvido para esses “gatilhos”. Se a pessoa disser “blá blá blá third floor, blá blá blá door number five”, você precisa agarrar o third (terceiro) e o five (cinco) como se fosse a boia salva vidas no Titanic.

Em segundo lugar, e isso é pura malandragem comunicativa, repita o que você entendeu com suas próprias palavras, mas de forma assertiva. Não faça uma pergunta aberta do tipo “Could you repeat that whole thing?” porque a pessoa vai repetir a enxurrada de palavras do mesmo jeito. Em vez disso, tente algo como: “Okay, so I go straight, past the lights, and then it’s on the right?” (Certo, então eu vou reto, passo o semáforo, e aí fica à direita?). Ao fazer isso, você força o nativo a dizer apenas: “No, left! Go left.” Ou: “Yes, exactly.” Você encurtou a conversa e evitou o constrangimento.

Outra técnica de sobrevivência é usar gestos. Soa primitivo, mas é absurdamente eficaz. Enquanto a pessoa fala, aponte com a mão na direção que ela está indicando. Faça uma cara de dúvida e aponte para o lado oposto. Isso sinaliza para o falante nativo que ele precisa ajustar o discurso, falar mais devagar ou gesticular também. É comunicação não verbal ajudando a verbal. “Do you mean this way?” (Você quer dizer por aqui?) acompanhado de um gesto com o queixo ou com a mão é universal.

Por fim, preste atenção nos false friends (falsos cognatos) que aparecem em direções. “Actually” não é “atualmente”, é “na verdade”. E “push” é empurrar, não puxar (pull). Pode parecer bobo, mas no desespero, a gente confunde. E cuidado com as pegadinhas britânicas: “subway” nos EUA é metrô, mas no Reino Unido “subway” é uma passagem subterrânea para pedestres atravessarem a rua. O metrô de Londres é “the tube” ou “underground”. Viu como a informação pode chegar distorcida? Saber essas pequenas variações evita que você fique 20 minutos procurando uma entrada de trem onde só tem uma escada.

Exemplos de frases para confirmar o entendimento:

  1. Frase em inglês: “Wait, you lost me after the bridge. Do I go over it or around it?”

     

    Tradução: “Espera, você me perdeu depois da ponte. Eu passo por cima dela ou dou a volta?”
    (Nota: ‘You lost me’ é o jeito mais humano de dizer que você não entendeu.)

  2. Frase em inglês: “So it’s the third exit on the roundabout, not the second?”
    Tradução: “Então é a terceira saída na rotatória, não a segunda?”
    (Nota: Repetir o número dá ao nativo a chance de corrigir você facilmente.)

  3. Frase em inglês: “Is it the tall glass building or the brick one next to it?”
    Tradução: “É o prédio alto de vidro ou o de tijolos ao lado?”
    (Nota: Oferecer opções visuais limita a resposta a uma palavra só: ‘Glass’ ou ‘Brick’.)

  4. Frase em inglês: “Sorry, I’m a visual person. Could you show me on my phone map really quick?”
    Tradução: “Desculpa, sou uma pessoa visual. Você poderia me mostrar rapidinho no mapa do meu celular?”
    (Nota: Na era do Google Maps, essa é a carta coringa. Ninguém recusa.)

Conhecer curso de Inglês

Como pedir informações em inglês em situações específicas: Aeroporto, Restaurante e Compras?

Generalizar é bom, mas cada ambiente tem seu próprio ecossistema linguístico. Pedir informações no saguão barulhento de um aeroporto depois de 10 horas de voo exige uma abordagem diferente de pedir recomendações num bistrô charmoso ou tentar achar uma promoção numa loja de eletrônicos gigante. Vamos desmembrar esses cenários.

No Aeroporto: Aqui o caos reina. Anúncios ao fundo, gente correndo com malas, e você com o cérebro derretido de jet lag. A palavra chave é precisão cirúrgica. Evite perguntas longas. Use palavras de alerta como Gate (Portão), “Baggage Claim” (Esteira de Bagagem), “Connection” (Conexão). Se você chegar para um funcionário e disser “Frankfurt connection, Gate?” ele vai entender perfeitamente e apontar. Você não precisa da frase perfeita do Present Perfect Continuous, você precisa do portão 47A antes que a porta feche. Outra dica de ouro: aprenda a diferença entre “Departures” (Partidas) e “Arrivals” (Chegadas) e “Transfers” (Conexões/Baldeação). Ficar seguindo placa de Arrivals quando você tem que pegar outro voo é pedir pra se atrasar.

No Restaurante: Aqui o buraco é mais embaixo. Você não quer só uma informação, você quer uma opinião. E para não pedir algo que vai te fazer chorar de pimenta ou gastar uma fortuna sem querer, as perguntas precisam ser mais refinadas. Em vez de “What is good?” (O que é bom?) que é muito vago e o garçom vai responder “Everything”, pergunte: “What’s the house specialty?” (Qual é a especialidade da casa?) ou “What do you recommend between the fish and the steak?” (O que você recomenda entre o peixe e o bife?). Para questões de preço e tamanho, pergunte “Is the portion big enough to share?” (A porção é grande o suficiente para dividir?) ou “Does that come with any sides?” (Isso vem com algum acompanhamento?). E, pelo amor de Deus, aprenda a perguntar “Is the service charge included?” (A taxa de serviço está inclusa?) para não pagar gorjeta duas vezes sem querer.

Fazendo Compras: Loja de roupa, eletrônicos, mercado. Cada uma tem seu jargão. Na loja de roupa, as estrelas são “Fitting room” (Provador) e “Size up/down” (Tamanho maior/menor). “Do you have this in a medium?” (Você tem isso no tamanho médio?). Em eletrônicos, “Does this come with a warranty?” (Isso vem com garantia?) e “Is this compatible with…” (Isso é compatível com…). Mas talvez a pergunta mais importante para o bolso do brasileiro seja: “Do you offer tax free shopping for tourists?” (Vocês oferecem reembolso de imposto para turistas?). Isso pode salvar uma grana considerável dependendo do país.

Exemplos por cenário:

  1. Aeroporto: “Is this the line for the Newark flight or the Chicago one?”
    Tradução: “Essa é a fila para o voo de Newark ou para o de Chicago?”
    (Nota: Na correria, as filas se misturam. Essa pergunta evita que você fique uma hora esperando no lugar errado.)

  2. Restaurante: “Excuse me, what’s the soup of the day? And is it gluten free?”
    Tradução: “Com licença, qual é a sopa do dia? E ela não contém glúten?”
    (Nota: Saber perguntar sobre restrições alimentares (gluten free, dairy free) é essencial.)

  3. Compras: “This tag says it’s on sale, but is there an extra discount if I open a store card?”
    Tradução: “A etiqueta diz que está em promoção, mas tem um desconto extra se eu abrir o cartão da loja?”
    (Nota: Cuidado com essa pergunta. Nos EUA, abrir cartão de loja impacta o crédito, mesmo para turista às vezes.)

  4. Hotel: “I have a reservation. Just double checking, breakfast is included, right?”
    Tradução: “Eu tenho uma reserva. Só verificando, o café da manhã está incluído, certo?”
    (Nota: Sempre confirme isso no check in para evitar surpresas na hora do checkout.)

Perguntas Frequentes sobre Como Pedir Informações em Inglês

1. “Qual a diferença entre ‘Excuse me’ e ‘Sorry’ para começar uma pergunta?”
Em termos de pedir informação, “Excuse me” é o padrão para chamar a atenção de alguém que você não conhece ou para interromper uma conversa brevemente. “Sorry” é mais usado se você esbarrou na pessoa ou se você percebeu que ela está muito ocupada e você está atrapalhando. “Sorry to bother you, but…” é mais subserviente, enquanto “Excuse me” é mais neutro.

2. “O que fazer se a pessoa responder rápido demais e eu não entender absolutamente nada?”
Não sorria e acene concordando. Isso é garantia de que você vai se perder. Use a frase: “I’m so sorry, I’m still learning English. Could you please say that again slowly?” (Sinto muito, ainda estou aprendendo inglês. Você poderia por favor repetir isso devagar?). A chave é a palavra slowly. Ela indica exatamente o que você precisa: menos velocidade, não necessariamente palavras diferentes.

3. “Como pedir para alguém repetir sem ser chato ou parecer surdo?”
A melhor estratégia é colocar a “culpa” em você ou no ambiente, nunca na fala da pessoa. Em vez de “What?” ou “Huh?” (que são rudes), diga: “I didn’t quite catch that, sorry.” (Não peguei bem isso, desculpe.) Ou, se o barulho for alto: “It’s a bit noisy in here, could you say that one more time?” (Tá um pouco barulhento aqui, você pode dizer mais uma vez?).

4. “Devo usar ‘Please’ no final ou no começo da frase?”
Em inglês britânico, “please” no final é quase obrigatório para soar educado (“Where is the loo, please?”). Em inglês americano, é comum usar “Could you please…” no início. Ambos são corretos e educados. Só evite colocar “please” no meio de uma estrutura complicada, pois isso soa não nativo. “Where can I please find…” soa um pouco estranho.

5. “Como pedir informações se eu estiver numa cidade pequena onde quase ninguém fala inglês direito?”
Nesse caso, seu celular é Deus. Mas se a bateria acabou, use o inglês telegráfico. Sorria muito, mostre uma foto do lugar (se tiver) ou um nome escrito num papel, e diga apenas palavras soltas: “Train station?” ou “Supermarket?” com uma entonação de pergunta. A comunicação não verbal e a simpatia quebram qualquer barreira linguística. Um “Thank you so much” bem caloroso no final vale mais que mil palavras.

Conclusão

Chegamos ao fim dessa jornada e, se você leu até aqui, já deve estar se sentindo muito mais casca grossa para encarar o mundo falando inglês. Perceba que a arte de pedir informações não reside apenas na gramática impecável, mas na coragem de se comunicar e na habilidade de adaptar seu discurso ao contexto. Aprendemos que o verbo to be pode ir pro final da frase numa pergunta indireta, que “hang a right” não tem nada a ver com pendurar nada, e que assumir que não entendeu, seja por culpa do jet lag ou do barulho da rua, não é fraqueza, é inteligência comunicativa.

Lembre se sempre: o objetivo maior não é impressionar o gringo com um vocabulário rebuscado, mas sim extrair a informação que você precisa para seguir sua viagem, seu trabalho ou seu dia. Se para isso você precisar gesticular, apontar pro mapa do celular ou soltar um “Sorry, I’m lost” com uma cara de desespero, faça o sem medo. A grande maioria das pessoas ao redor do mundo é genuinamente solícita com estrangeiros que demonstram esforço para falar a língua local. Cada “com licença” mal pronunciado, cada direção confusa que você consegue decifrar, é um tijolinho a mais na construção da sua confiança. E confiança, meu caro, é o tempero secreto que transforma o medo de perguntar em prazer de descobrir.

Portanto, da próxima vez que você se vir perdido numa esquina qualquer do mundo, respire fundo, escolha uma das frases que praticamos aqui (seja formal, informal ou cheia de gírias) e vá à luta. O mundo é grande, o inglês é cheio de curvas, mas agora você já sabe como pedir informações em inglês sem ficar parado na calçada. Vai fundo e don’t be shy!

Na Fluency Academy, o seu aprendizado é leve, direto ao ponto e focado no que realmente faz diferença na vida real. Clique aqui e comece agora seu curso de inglês!

Conhecer curso de Inglês

🚀 Aprenda inglês 3x mais rápido com a Fluency!

Nome*
Ex.: João Santos
E-mail*
Ex.: email@dominio.com
Telefone*
somente números

Próximos conteúdos

🚀 Aprenda inglês 3x mais rápido com a Fluency!

Nome*
Ex.: João Santos
E-mail*
Ex.: email@dominio.com
Telefone*
somente números

🚀 Aprenda inglês 3x mais rápido com a Fluency!

Nome*
Ex.: João Santos
E-mail*
Ex.: email@dominio.com
Telefone*
somente números

🚀 Aprenda inglês 3x mais rápido com a Fluency!

Nome*
Ex.: João Santos
E-mail*
Ex.: email@dominio.com
Telefone*
somente números
inscreva-se

Entre para a próxima turma com bônus exclusivos

Faça parte da maior escola de idiomas do mundo com os professores mais amados da internet.

Curso completo do básico ao avançado
Aplicativo de memorização para lembrar de tudo que aprendeu
Aulas de conversação para destravar um novo idioma
Certificado reconhecido no mercado
Nome*
Ex.: João Santos
E-mail*
Ex.: email@dominio.com
Telefone*
somente números
Empresa
Ex.: Fluency Academy
Ao clicar no botão “Solicitar Proposta”, você concorda com os nossos Termos de Uso e Política de Privacidade.
Selo fixo para chamada de campanha fluency-paula-selo