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Funções e Responsabilidades do Encarregado pelo Tratamento de Dados Pessoais na Lei 13.709

O encarregado pelo tratamento de dados pessoais desempenha um papel fundamental na garantia da conformidade com a Lei 13.709, também conhecida como Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Suas funções e responsabilidades envolvem a proteção e o tratamento adequado dos dados pessoais dos titulares, bem como o cumprimento das diretrizes estabelecidas pela legislação.

O principal objetivo do encarregado pelo tratamento de dados pessoais

O principal objetivo do encarregado pelo tratamento de dados pessoais é assegurar o respeito à privacidade e à proteção dos dados dos indivíduos, além de promover uma cultura organizacional voltada para a segurança da informação. Para tanto, ele deve desempenhar as seguintes funções:

1. Gerenciamento e monitoramento dos processos de tratamento de dados pessoais:

O encarregado é responsável por acompanhar todos os processos internos e externos relacionados ao tratamento de dados pessoais, garantindo que estejam em conformidade com a lei. Ele deve identificar possíveis riscos, implementar medidas de segurança e realizar auditorias regulares para assegurar a adequação dos procedimentos.

2. Orientação e treinamento da equipe:

É dever do encarregado informar e conscientizar os colaboradores sobre as boas práticas de proteção de dados pessoais. Ele deve fornecer treinamentos atualizados, orientar sobre o manuseio adequado das informações e garantir que todos os envolvidos estejam cientes de suas responsabilidades.

3. Atendimento às solicitações dos titulares dos dados:

O encarregado deve garantir que os titulares dos dados possam exercer seus direitos de acesso, retificação, eliminação, portabilidade e oposição. Ele é responsável por receber e encaminhar essas solicitações, bem como fornecer os esclarecimentos necessários aos titulares.

4. Cooperação com a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD):

Em caso de incidentes de segurança ou necessidade de esclarecimentos, o encarregado é o ponto de contato entre a organização e a ANPD. Ele deve cooperar plenamente durante investigações e prestar todos os esclarecimentos solicitados.

Nomeação e Designação do Encarregado pelo Tratamento de Dados Pessoais na Lei 13.709

De acordo com a Lei 13.709, a nomeação e designação do encarregado pelo tratamento de dados pessoais é um passo essencial para a conformidade com a legislação. Essa designação é obrigatória para controladores e operadores que realizam o tratamento de dados pessoais.

A organização deve nomear uma pessoa física ou jurídica para desempenhar as funções de encarregado, levando em consideração sua capacidade técnica, conhecimentos jurídicos e a natureza dos dados tratados. É importante destacar que o encarregado pode ser um profissional interno ou contratado externamente, desde que seja capaz de cumprir com eficiência suas atribuições.

Ao nomear o encarregado, a organização deve comunicar essa designação à ANPD, bem como disponibilizar os contatos do encarregado para que os titulares dos dados possam entrar em contato quando necessário.

É fundamental que a organização demonstre transparência e engajamento com a proteção de dados pessoais ao designar o encarregado. Essa escolha deve ser feita com critérios que garantam a competência e independência do encarregado, evitando conflitos de interesse ou o comprometimento da imparcialidade necessária para a função.

Requisitos e Qualificações do Encarregado pelo Tratamento de Dados Pessoais na Lei 13.709

Para desempenhar o papel de encarregado pelo tratamento de dados pessoais na Lei 13.709, é necessário que o profissional cumpra alguns requisitos e possua determinadas qualificações. Esses requisitos são estabelecidos pela legislação a fim de garantir a competência e conhecimento necessários para a proteção adequada dos dados pessoais.

A seguir, apresentamos os principais requisitos e qualificações exigidos do encarregado:

1. Expertise em proteção de dados:

O encarregado deve possuir conhecimentos sólidos na área de proteção de dados pessoais, especialmente em relação às diretrizes e práticas estabelecidas pela Lei 13.709. É essencial que esteja atualizado quanto às regulamentações e tendências na área, a fim de promover a conformidade e aplicar as melhores práticas no tratamento de dados.

2. Capacidade técnica:

O encarregado deve ter habilidades técnicas para lidar com a proteção de dados pessoais em um ambiente digital. Isso inclui conhecimentos em segurança da informação, criptografia, implementação de medidas de controle e gestão de incidentes. Essas habilidades são fundamentais para garantir a integridade e a confidencialidade dos dados tratados.

3. Conhecimento jurídico:

Devido à natureza legal da Lei 13.709, é importante que o encarregado tenha conhecimentos jurídicos básicos relacionados à proteção de dados pessoais. Ele deve estar familiarizado com os princípios e normas estabelecidas pela legislação, bem como com as obrigações e direitos dos titulares dos dados.

4. Ética e imparcialidade:

O encarregado deve agir de forma ética e imparcial, garantindo a proteção dos direitos dos titulares e o cumprimento das diretrizes estabelecidas pela Lei 13.709. É preciso agir com transparência, compromisso e integridade em relação ao tratamento das informações pessoais.

5. Habilidades de comunicação:

O encarregado deve possuir boas habilidades de comunicação, tanto oral quanto escrita. Isso é essencial para fornecer orientações claras sobre a proteção de dados, se comunicar com os titulares dos dados e cooperar com a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) quando necessário.

6. Proatividade e capacidade de liderança:

O encarregado deve ser proativo em relação ao cumprimento das obrigações e diretrizes estabelecidas pela Lei 13.709. Ele deve ter a capacidade de liderar iniciativas de proteção de dados e promover uma cultura organizacional que valorize a privacidade e a segurança da informação.

Papel do Encarregado pelo Tratamento de Dados Pessoais na Lei 13.709 para Garantir a Proteção dos Dados Pessoais dos Titulares

O encarregado pelo tratamento de dados pessoais desempenha um papel fundamental na proteção dos dados pessoais dos titulares, garantindo o cumprimento da Lei 13.709 e promovendo uma cultura de privacidade nas organizações. Sua atuação abrange diversas responsabilidades e ações que visam assegurar a segurança e integridade das informações pessoais.

O encarregado é o principal ponto de contato entre a organização e os titulares dos dados, podendo ser um elo de confiança e transparência. Ele tem a responsabilidade de orientar e conscientizar os colaboradores sobre as boas práticas de proteção de dados, implementar medidas de segurança adequadas e zelar pelo cumprimento dos direitos dos titulares.

Algumas das principais atribuições do encarregado pelo tratamento de dados pessoais são:

  • Implementar políticas e procedimentos internos: O encarregado deve desenvolver e implementar políticas internas que visem proteger os dados pessoais dos titulares. Ele deve estabelecer diretrizes claras sobre o tratamento de dados, garantindo a conformidade com a legislação e promovendo a segurança da informação.
  • Monitorar e avaliar riscos: É dever do encarregado identificar possíveis riscos e vulnerabilidades relacionados ao tratamento de dados pessoais. Ele deve realizar avaliações periódicas e implementar medidas adequadas para minimizar esses riscos, garantindo a conformidade e a segurança dos dados.
  • Atender as solicitações dos titulares: O encarregado deve estar preparado para receber e responder às solicitações dos titulares dos dados, como pedidos de acesso, correção, exclusão ou portabilidade das informações. Ele deve garantir que essas solicitações sejam atendidas em conformidade com a Lei 13.709 e dentro dos prazos estabelecidos.
  • Manter registros e documentações: O encarregado deve manter registros atualizados das atividades de tratamento de dados pessoais realizadas pela organização. Ele deve documentar as medidas de segurança adotadas, os incidentes de segurança ocorridos e as ações tomadas para solucioná-los, a fim de comprovar a conformidade e a transparência.
  • Cooperação com a ANPD: Em caso de investigações ou necessidade de esclarecimentos, o encarregado deve cooperar plenamente com a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), fornecendo as informações solicitadas e prestando todos os esclarecimentos necessários. Essa cooperação é essencial para a conformidade com a legislação e para a garantia da proteção dos dados pessoais dos titulares.

Em resumo, o papel do encarregado pelo tratamento de dados pessoais na Lei 13.709 é assegurar a adequada proteção dos dados pessoais dos titulares, promovendo a conformidade com a legislação e a criação de um ambiente seguro para o tratamento dessas informações. Sua atuação é essencial para garantir a privacidade, a transparência e a confiança dos titulares em relação ao tratamento de seus dados pessoais.

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