Tipos de Aprendizado de Máquina: Descubra as diferentes abordagens
Aprendizado de Máquina: Tipos e Métodos do Aprendizado Supervisionado, Não Supervisionado e por Reforço. Saiba como funciona cada um e suas principais técnicas.
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Aprendizado Supervisionado: Entenda como funciona e seus principais métodos
Introdução
O aprendizado supervisionado é uma das abordagens mais comuns no campo do aprendizado de máquina. Nesse tipo de abordagem, o algoritmo é treinado usando um conjunto de dados de entrada, no qual as respostas corretas já são conhecidas. O objetivo é fazer com que o algoritmo aprenda a mapear corretamente os dados de entrada para as respostas corretas, de modo que ele possa fazer previsões precisas em dados não vistos anteriormente.
Métodos do Aprendizado Supervisionado
1. Regressão Linear
É um método que busca encontrar uma relação linear entre as variáveis de entrada e a variável de saída. Ele é amplamente utilizado para problemas de previsão numérica, como prever o preço de uma casa com base em suas características.
2. Árvores de Decisão
Essa técnica cria uma estrutura de árvore na qual cada nó representa uma decisão com base em um atributo específico. Essas árvores são úteis para problemas de classificação, onde o objetivo é atribuir uma classe a um determinado conjunto de dados.
3. Máquinas de Vetores de Suporte (SVM)
As SVMs são algoritmos que procuram encontrar o melhor hiperplano de separação entre as classes de dados. Elas são eficazes em problemas de classificação binária, mas também podem ser estendidas para problemas de classificação multiclasse.
4. Redes Neurais Artificiais
As redes neurais são modelos computacionais inspirados no funcionamento do cérebro humano. Elas são compostas por camadas de neurônios interconectados e são capazes de aprender a partir dos dados. Redes neurais profundas, como as redes convolucionais e as redes recorrentes, têm alcançado resultados impressionantes em várias tarefas de aprendizado supervisionado.
É importante ressaltar que o sucesso do aprendizado supervisionado depende de um conjunto de dados de treinamento de qualidade, com respostas corretas e representativo do problema real que se deseja resolver. Além disso, é necessário realizar a avaliação e validação adequadas do modelo treinado para garantir sua eficácia em dados não vistos anteriormente.
Em resumo, o aprendizado supervisionado é uma das abordagens mais utilizadas no campo do aprendizado de máquina. Ele envolve o treinamento de algoritmos com um conjunto de dados de entrada e respostas corretas conhecidas, com o objetivo de fazer previsões precisas em dados não vistos anteriormente. Diferentes métodos, como regressão linear, árvores de decisão, máquinas de vetores de suporte e redes neurais, podem ser empregados nessa abordagem, dependendo do problema em questão. A escolha do método adequado e a qualidade dos dados de treinamento são fundamentais para o sucesso do aprendizado supervisionado.
Aprendizado Não Supervisionado: Descubra como explorar padrões e estruturas nos dados
O aprendizado não supervisionado é uma abordagem do aprendizado de máquina em que não há respostas corretas conhecidas para os dados de entrada. Nesse tipo de abordagem, o objetivo é explorar os dados em busca de padrões, estruturas e insights úteis, sem a necessidade de rótulos ou respostas pré-determinadas.
Técnicas do Aprendizado Não Supervisionado
– Clusterização: A clusterização é uma técnica que busca agrupar os dados em diferentes grupos ou clusters, com base em suas características similares. Essa técnica é útil para identificar grupos naturais nos dados e segmentar conjuntos de dados complexos em subgrupos mais simples.
– Análise de Componentes Principais (PCA): O PCA é um método estatístico que busca identificar as principais componentes de variância nos dados. Ele é usado para reduzir a dimensionalidade dos dados, mantendo as informações mais relevantes. Essa técnica é útil para visualização de dados e pré-processamento antes de aplicar outras técnicas de aprendizado de máquina.
– Regras de Associação: As regras de associação são usadas para descobrir relacionamentos interessantes entre itens em grandes conjuntos de dados. Elas são frequentemente aplicadas em tarefas de recomendação, como em sistemas de recomendação de produtos ou filmes.
– Redução de Dimensionalidade: A redução de dimensionalidade é uma técnica que visa reduzir o número de variáveis ou características dos dados, mantendo a maior parte das informações relevantes. Isso é útil para lidar com conjuntos de dados de alta dimensionalidade, onde a maioria das variáveis pode não ser relevante para a tarefa em questão.
É importante destacar que no aprendizado não supervisionado, a interpretação dos resultados é crucial. Ao explorar padrões e estruturas nos dados, é necessário analisar e compreender os grupos formados, as principais componentes identificadas ou as regras de associação descobertas para obter insights úteis.
Aprendizado por Reforço: Conheça a técnica que utiliza recompensas e punições para otimizar o desempenho de um agente
O aprendizado por reforço é uma abordagem do aprendizado de máquina inspirada pela ideia de como os seres humanos aprendem através de tentativa e erro, mediante recompensas e punições. Nessa abordagem, um agente de aprendizado interage com um ambiente e aprende a tomar ações que maximizem uma recompensa acumulada ao longo do tempo.
O agente de aprendizado recebe um estado do ambiente como entrada e decide qual ação tomar com base nesse estado. Em seguida, o ambiente fornece uma recompensa ao agente com base na ação tomada e no estado resultante. O objetivo do agente é aprender uma política de ação que maximize a recompensa acumulada ao longo do tempo.
Técnicas do Aprendizado por Reforço
– Q-Learning: O Q-Learning é um algoritmo de aprendizado por reforço que utiliza uma tabela de valores Q para representar a utilidade esperada de cada par estado-ação. O agente atualiza os valores Q com base nas recompensas recebidas e toma decisões com base nos valores Q atualizados.
– Aprendizado Profundo por Reforço: O aprendizado profundo por reforço combina o aprendizado por reforço com redes neurais profundas, permitindo que o agente aprenda diretamente dos dados brutos do ambiente. Essa técnica tem sido aplicada com sucesso em jogos, robótica e outras tarefas complexas.
– Políticas de Gradiente: As políticas de gradiente são usadas para aprender diretamente uma política de ação, em vez de aprender os valores Q. Essa abordagem é útil quando o espaço de ação é contínuo ou quando a dimensionalidade do espaço de estado é alta.
– Aprendizado por Reforço Hierárquico: O aprendizado por reforço hierárquico envolve a decomposição de uma tarefa complexa em várias sub-tarefas hierárquicas. Cada sub-tarefa pode ser aprendida separadamente, facilitando o aprendizado em tarefas complexas.
O aprendizado por reforço é uma área emocionante do aprendizado de máquina, com aplicações em jogos, robótica, otimização e muito mais. Ele permite que os agentes aprendam a tomar decisões em ambientes dinâmicos, maximizando as recompensas ao longo do tempo. Com técnicas como o Q-Learning, o aprendizado profundo por reforço e as políticas de gradiente, é possível treinar agentes capazes de realizar tarefas complexas e se adaptar a diferentes cenários.
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