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Tudo sobre phrasal verbs começa com uma verdade simples: são combinações de um verbo com uma partícula, geralmente um advérbio ou uma preposição, que juntas criam um significado completamente novo, quase sempre distante do sentido original do verbo base. Se você já travou ao ouvir “give up” e pensou em “dar para cima”, sabe bem do que a gente tá falando. Essas estruturas estão em todo canto no inglês falado, em filmes, séries, músicas e até em reuniões de trabalho, e dominar o jeitão delas é o que separa um comunicador amarrado de alguém que realmente soa natural. Ao longo deste artigo, você vai entender a lógica por trás da formação, descobrir quando um phrasal verb é separável ou não, conhecer os mais usados no dia a dia e ver estratégias pra aprender sem decoreba, sempre com um montão de exemplos traduzidos pra você internalizar o uso de uma vez por todas. O papo é denso, mas a gente vai descomplicar cada pedacinho.

Como os phrasal verbs realmente funcionam na prática?

A mecânica dos phrasal verbs parece coisa de outro mundo, mas a lógica interna é mais pé no chão do que a gente imagina. O verbo carrega a ação principal, e a partícula ajusta o sentido, indicando direção, conclusão, mudança de estado ou até um tom idiomático que não dá pra traduzir palavra por palavra. Pegue “look”, por exemplo. Sozinho, é “olhar”. Junta com “up” e vira “procurar (em uma lista ou dicionário)”, mas também pode ser “melhorar” em outro contexto. Já “look after” significa “cuidar de alguém ou algo”, e “look forward to” expressa “aguardar ansiosamente”. O cérebro bilíngue, acostumado a colar uma palavra na outra, surta porque a soma não bate, e é aí que mora o perigo. Pra internalizar, vale entender que a partícula funciona quase como um tempero que muda o sabor do verbo.

Vamos colocar isso na mesa com exemplos reais, porque nada gruda melhor do que ver a coisa funcionando numa frase viva:

  • I need to look up this word in the dictionary.

    Preciso procurar esta palavra no dicionário.

  • She promised to look after my dog while I’m away.
    Ela prometeu cuidar do meu cachorro enquanto eu estiver fora.

  • We’re really looking forward to the holidays.
    Estamos esperando ansiosamente pelas férias.

  • After a terrible week, things are starting to look up.
    Depois de uma semana horrível, as coisas estão começando a melhorar.

Perceba como “look” mantém sua raiz visual apenas no primeiro exemplo, enquanto os outros três descolam totalmente do sentido de “olhar”. Isso mostra que, na prática, os phrasal verbs não são só uma questão de gramática; são blocos de sentido que precisam ser absorvidos como um vocabulário novo. Muita gente acha que basta decorar listas, mas prestar atenção no contexto e na partícula é muito mais eficiente. A partícula “up”, por exemplo, frequentemente adiciona a ideia de completude ou ascensão: “eat up” (comer tudo), “finish up” (terminar completamente), “stand up” (ficar de pé). Isso não é regra universal, mas ajuda a construir um mapa mental que evita aquele branco na hora da conversa.

Outro ponto que confunde são os phrasal verbs com “on” e “off”, que trazem noção de conexão e desconexão. “Turn on the TV” e “turn off the lights” são os queridinhos de sala de aula, mas há usos mais avançados, como “call off” (cancelar) ou “put on” (vestir, encenar). Em todos, a partícula entrega uma nuance de movimento ou estado. O pulo do gato é parar de pensar em português e se jogar no jeito como o inglês constrói essas imagens. Tudo sobre phrasal verbs exige essa virada de chave: em vez de traduzir, sinta o empurrão que a partícula dá no verbo. Com o tempo, você vai saber, quase por instinto, que “break down” pode ser “quebrar” ou “desabar emocionalmente”, e “get over” é “superar” — porque “over” costuma indicar ultrapassagem. Gruda, né?

Tudo sobre phrasal verbs separáveis e inseparáveis: qual a diferença?

Se tem uma coisa que tira o sono de quem estuda inglês é saber se pode enfiar o objeto no meio do phrasal verb ou se a estrutura é casadinha e não separa nunca. A boa notícia é que existe um padrão, mesmo com exceções. Os phrasal verbs separáveis permitem que o objeto direto fique entre o verbo e a partícula ou depois dela. Se o objeto for um pronome, tipo “it” ou “them”, a separação é obrigatória. Já os inseparáveis mantêm verbo e partícula colados como se fossem uma unidade fixa, e o objeto vem sempre depois.

Parece complicado, mas uns exemplos iluminam tudo. Olha só:

  • She turned off the computer. / She turned the computer off.
    Ela desligou o computador. (separável)

  • She turned it off. (Nunca “turned off it”)
    Ela o desligou.

  • ran into an old friend at the mall.
    Encontrei um velho amigo por acaso no shopping. (inseparável — “ran an old friend into” não existe)

  • He always looks down on people who don’t speak English.
    Ele sempre menospreza quem não fala inglês. (inseparável de três partículas)

A obrigatoriedade de separar com pronome é um vacilo comum. Quem nunca soltou um “turn off it” por aí? A lógica é que o objeto curto e fraquinho, como “it”, precisa de um lugar de destaque no meio do verbo, senão soa desajeitado pro ouvido nativo. Já os inseparáveis costumam envolver preposições que estabelecem uma relação fixa com o que vem depois, como “look for” (procurar), “belong to” (pertencer a) e “deal with” (lidar com). A partícula não é um adereço solto, é parte de um complemento que rege o objeto.

Curiosamente, tem verbo que pode ser separável ou inseparável dependendo do sentido. “Take off” ilustra bem: quando significa “remover”, é separável — “Take your shoes off” ou “Take off your shoes”. Mas se o significado for “decolar” (avião), o verbo vira intransitivo e não carrega objeto, então a questão de separar nem se aplica: “The plane took off at noon”.

Exemplo (separado) Inseparável? (sentido) Exemplo (inseparável)
turn off desligar (aparelho) She turned the computer off.
look up procurar (em lista/dicionário) Look the word up in a dictionary.
take off remover (roupa/acessório) Take your hat off. decolar (avião) – intransitivo The plane took off on time.
make up inventar (história/desculpa) He made a silly excuse up. fazer as pazes, compor They made up after the fight.
run into encontrar por acaso I ran into an old friend at the mall.

Outro caso esperto é “make up”, que pode ser “inventar (história)” — separável —, “fazer as pazes” — inseparável — ou “compor” — muitas vezes separável. Exemplos dão o norte:

  • She made up an excuse. / She made an excuse up.
    Ela inventou uma desculpa.

  • After the fight, they made up quickly.
    Depois da briga, eles fizeram as pazes rápido. (inseparável nesse sentido)

  • Women make up most of the workforce here.
    As mulheres compõem a maior parte da força de trabalho aqui. (geralmente tratado como inseparável)

Pra não pirar, o esquema é anotar o phrasal verb sempre com um exemplo e prestar atenção se o dicionário indica “separable” ou “inseparable”. Qualquer material bom faz essa marcação. E, convenhamos, o contato diário com o idioma afia o ouvido: depois que você lê e ouve “look it up” trocentas vezes, “look up it” começa a doer na alma. Tudo sobre phrasal verbs pede essa exposição constante, porque é o tipo de conhecimento que se aloja no piloto automático da fala.

Por que aprender phrasal verbs é um pesadelo para brasileiros?

A gente vem de um português que adora verbos curtinhos e modificações por prefixo ou sufixo, então dá de cara com “get away with” e quase chora. O estranhamento começa na tradução literal. Nosso cérebro, viciado em procurar palavra por palavra, tropeça em frases como “I can’t put up with this noise”, que vira “eu não posso colocar acima com este barulho” — um completo nonsense. O maior inimigo, disparado, é achar que existe correspondência direta. A real é que cada phrasal verb é um item lexical próprio, e a tradução só funciona no nível do sentido global.

Além da falsa transparência, a quantidade imensa e a aparente aleatoriedade assustam. Mas, olhando de pertinho, muitos se organizam por partículas que carregam noções consistentes. “Up” geralmente indica completude, “down” redução ou derrota, “off” afastamento ou cancelamento, “on” continuidade ou contato, “out” esgotamento ou exclusão, “over” superação ou repetição. Saber disso já tira um peso gigante. Pega mais estes exemplos que mostram como a partícula guia o sentido:

  • We’ve run out of milk.
    Acabou o leite. (“out” = esgotamento)

  • Please cut down on sugar.
    Por favor, reduza o açúcar. (“down” = redução)

  • She got over the flu pretty quickly.
    Ela superou a gripe bem rápido. (“over” = superação)

  • I can’t put up with his laziness anymore.
    Não aguento mais a preguiça dele. (expressão idiomática fixa, “up” não isolado)

Outra fonte de desespero é a polissemia. Um phrasal verb pode ter cinco significados diferentes, e o contexto é o único salvador. “Pick up”, por exemplo, pode ser “pegar (objeto)”, “buscar (alguém de carro)”, “aprender sem esforço”, “melhorar (vendas, clima)”, “atender (telefone)” e até “pauta, flertar”. A lista parece infinita. Pra quem tá começando, bate um desânimo, mas depois que você aceita que o significado se revela na frase, a ansiedade baixa. Ninguém vai confundir “I’ll pick up the kids at school” com “I’ll pick up some Spanish during the trip” porque o cenário entrega tudo. O grande segredo é alimentar o cérebro com muitos contextos diferentes em vez de listas secas.

Por fim, a pronúncia atrapalha. Em português, a gente tende a dar peso igual a cada sílaba, mas nos phrasal verbs, a partícula muitas vezes é átona, e o verbo recebe o stress. Dizer “TURN off”, com energia no verbo, soa natural, enquanto “turn OFF” pode soar artificial ou mudar o foco da frase. Esse ritmo é difícil de pegar só lendo, então ouvir nativos em podcasts e séries ajuda demais. Tudo sobre phrasal verbs passa também por se acostumar com a musicalidade do inglês, e isso leva tempo, mas é o que te tira do sotaque robótico e te joga no flow da conversa real.

Quais são os phrasal verbs mais usados e como aplicá-los?

Direto ao ponto: existe um núcleo duro de phrasal verbs que aparece em praticamente toda interação cotidiana. Não adianta querer memorizar mil de uma vez, o caminho mais curto é dominar os de alta frequência e expandir a partir deles. Esses curingas cobrem rotina, trabalho, emoções e relacionamentos. Listo aqui não uma tabela fria, mas situações reais com exemplos pra você ver o trem andando.

“Wake up” e “get up” já mostram a diferença entre abrir os olhos e realmente sair da cama. “Turn down” é recusar quando o objeto é proposta, mas aqui é abaixar, e a partícula “down” entrega a redução. “Come up with” é criar, sugerir — uma beleza de três palavras que no português a gente resolve com um verbo só. “Run out of” é ficar sem estoque de algo, e “out” comunica o esvaziamento. Esses quatro estão entre os mais comuns em qualquer levantamento de corpus, e você vai esbarrar com eles o tempo todo.

Agora, como aplicá-los de forma natural? Primeiro, fuja da mania de achar equivalente exato. “Desistir” é “give up”, mas “give in” é “ceder”, e “give away” é “revelar (segredo)” ou “doar”. Todas essas nuances aparecem quando você absorve o phrasal verb por meio de frases-modelo. Vamos a mais uma rodada de exemplos ultra frequentes:

  • gave up smoking last year.
    Parei de fumar no ano passado.

  • The thief broke into the house at night.
    O ladrão invadiu a casa à noite.

  • We need to figure out what went wrong.
    Precisamos descobrir o que deu errado.

  • He pointed out several mistakes in the report.
    Ele apontou vários erros no relatório.

Pra usar bem, tente criar frases curtas baseadas na sua própria vida. O cérebro grava muito mais quando você conecta “give up” ao seu esforço real de largar um hábito, ou “figure out” ao problema que você resolveu ontem. E não tenha medo de errar a separação; nativos entendem perfeitamente um “I’ll pick up you” mesmo que o gramaticalmente correto seja “I’ll pick you up”. O essencial é manter o contato, ouvir muito e repetir em voz alta até o som ficar confortável. Tudo sobre phrasal verbs, na prática diária, é insistência ativa e perdão pelos deslizes.

Como aprender phrasal verbs sem decoreba?

Decorar lista é a rota mais rápida pro esquecimento. O cérebro odeia informação solta, sem emoção ou contexto. Aprender phrasal verbs sem sofrer pede uma abordagem em camadas: primeiro, agrupamento por partícula ou por tema; segundo, imersão em áudios e leituras naturais; terceiro, produção ativa com o que faz sentido pra você. É um processo de três passos que transforma a confusão em familiaridade.

O agrupamento por partícula aproveita a lógica que já mencionei. Se você estuda todos os “up” juntos, percebe que “eat up”, “finish up”, “fill up” e “clean up” compartilham a ideia de completude. Isso cria um mapa mental que reduz a carga de memorização. Exemplos ajudam a fixar:

  • The kids ate up all the pizza.
    As crianças comeram toda a pizza.

  • Please fill up the form before leaving.
    Por favor, preencha o formulário antes de sair.

  • I’ll clean up the kitchen after dinner.
    Vou limpar a cozinha depois do jantar.

  • He used up all his savings on that car.
    Ele gastou todas as economias naquele carro.

Partícula Noção principal Phrasal verbs frequentes Exemplo breve
up completude, aumento eat up, fill up, clean up, use up, end up, speak up Eat up your dinner. (Termine todo o jantar.)
down redução, queda, anotar cut down, turn down, calm down, write down, break down Turn down the music. (Abaixe a música.)
off afastamento, cancelar call off, take off, show off, put off, switch off They called off the match. (Cancelaram o jogo.)
out esgotamento, descoberta run out, figure out, find out, point out, sell out We ran out of milk. (Ficamos sem leite.)
over superação, revisão get over, go over, look over, think over, take over Can we go over the report? (Revisamos o relatório?)

Outra tática potente é agrupar por situações do cotidiano: rotina matinal, telefonemas, viagens, reuniões. Crie um pequeno texto mental. Acordar (“wake up”), levantar (“get up”), se aprontar (“dress up” ou “put on clothes”), sair (“head out”), voltar (“get back”), relaxar (“wind down”). Ao ancorar cada phrasal verb numa cena, você não decora, você vive a língua. Depois, é partir pra imersão. Assista a um episódio de série com legenda em inglês, pause quando surgir um phrasal verb e repita a frase em voz alta imitando a entonação. “I’ll look into it” dito por um detetive numa cena de investigação gruda porque a emoção ajuda a memória.

Produzir ativamente é o terceiro degrau. Em vez de fazer exercício mecânico, escreva um parágrafo sobre o seu dia usando cinco phrasal verbs que você quer fixar. Se errar, ajusta. Se travar, pega o exemplo e adapta. Pega mais estes pra inspirar:

  • came across an interesting article yesterday.
    Me deparei com um artigo interessante ontem.

  • She put off the meeting until Friday.
    Ela adiou a reunião para sexta-feira.

  • Let’s go over the report one more time.
    Vamos revisar o relatório mais uma vez.

  • We ended up staying home because of the rain.
    Acabamos ficando em casa por causa da chuva.

Quando você lê “ended up”, sente o sabor de um resultado inesperado, e isso é muito mais rico do que a tradução seca “acabamos”. Esse feeling é o que vai te permitir escolher o phrasal verb certo sem pensar. E não subestime o poder de aplicativos com repetição espaçada, desde que as frases sejam contextualizadas. O combo context + emotion + repetition é cientificamente imbatível pra memória de longo prazo. Tudo sobre phrasal verbs, no fim das contas, é sobre hackear seu cérebro pra se apaixonar por essas combinações em vez de temê-las.

Os phrasal verbs podem ter mais de um significado? Tudo sobre essa confusão

Sim, e isso é o que faz a cabeça da gente dar um nó. Um mesmo phrasal verb pode cobrir sentidos totalmente distintos, e só o contexto salva. O caso clássico é “take off”. O avião decola, a pessoa tira a roupa, o negócio deslancha, o funcionário tira folga. Nenhum desses usos tem a ver com o outro literalmente. A memória precisa armazenar cada acepção como um bloco à parte, vinculado a uma situação típica. Vamos ver como isso brilha em exemplos:

  • Please take off your shoes at the door.
    Por favor, tire os sapatos na porta. (remover)

  • The flight took off twenty minutes late.
    O voo decolou com vinte minutos de atraso. (partir)

  • Her career took off after that award.
    A carreira dela decolou depois daquele prêmio. (progredir rapidamente)

  • I’m going to take off a few days next week.
    Vou tirar uns dias de folga na semana que vem. (ausentar-se)

Outro campeão de ambiguidade é “pick up”. Já falei dele, mas vale uma chuva de exemplos porque é um dos mais versáteis do idioma:

  • I’ll pick up the package after work.
    Vou pegar o pacote depois do trabalho.

  • Can you pick up the kids at school?
    Você pode buscar as crianças na escola?

  • She picked up some Italian while living in Rome.
    Ela pegou um pouco de italiano enquanto morava em Roma.

  • Sales picked up in the last quarter.
    As vendas aumentaram no último trimestre.

Preste atenção nas companhias de cada frase. “Pick up the kids” sempre envolve um ser humano transportado; “pick up some Italian” aparece com idioma e contexto de aprendizado informal. O cérebro vai formando padrões estatísticos até que a escolha certa surge automaticamente. O perigo é querer forçar um significado único, porque aí você ouve “The phone rang but nobody picked up” e acha que ninguém pegou o telefone do chão. Na verdade, ninguém atendeu. Mais um sentido de “pick up” — atender chamada.

E tem phrasal verb com nuance emocional, como “break down”. Pode ser quebrar (máquina), colapsar (sistema), analisar minuciosamente ou desmoronar emocionalmente. Exemplos:

  • My car broke down on the highway.
    Meu carro quebrou na estrada.

  • The peace talks broke down after the attack.
    As negociações de paz fracassaram após o ataque.

  • She broke down in tears when she heard the news.
    Ela desabou em lágrimas quando ouviu a notícia.

  • Let’s break down the expenses by category.
    Vamos dividir as despesas por categoria.

Phrasal Verb Sentido 1 / Exemplo Sentido 2 / Exemplo Sentido 3 / Exemplo (se houver)
take off remover – Take off your jacket. decolar – The plane took off. progredir – Her business really took off.
pick up pegar, buscar – I’ll pick up the kids. aprender – He picked up some French. atender (telefone) – Nobody picked up.
break down quebrar (máquina) – The car broke down. analisar – Let’s break down the data. desabar (emocional) – She broke down crying.
give up desistir – Don’t give up. entregar, revelar – He gave up the secret. dedicar-se a (com “to”) – He gave himself up to music.

Pra lidar com essa polissemia, a dica é manter um caderno de frases, nunca uma lista de palavras soltas. Anote o exemplo completo, de preferência um que tenha a ver com sua vida. Se você passou por um “break down” emocional, anote aquela frase e ela grudará como chiclete. Com o tempo, você monta uma rede de significados interligados, e a confusão vira repertório. Tudo sobre phrasal verbs passa obrigatoriamente por abraçar a multiplicidade de sentidos como um recurso expressivo, não como um defeito da língua.

Como usar phrasal verbs em contextos formais e informais?

Existe um mito de que phrasal verb é sempre informal e não pode aparecer em texto acadêmico ou profissional. A verdade é mais matizada. Muitos phrasal verbs são neutros e perfeitamente adequados a uma apresentação de negócios, enquanto outros têm equivalente de uma palavra só que soa mais séria. A escolha depende do tom que você quer passar. “Carry on” e “continue” significam a mesma coisa, mas “carry on” soa um pouco mais próximo, enquanto “continue” tende a ser percebido como mais formal. O segredo está em calibrar conforme o gênero textual e o público.

Vamos a exemplos práticos que mostram phrasal verbs em diferentes registros:

  • The meeting will carry on after the coffee break. (semiformal)
    A reunião continuará após o intervalo para o café.

  • The professor asked us to carry on with the experiment. (neutro)
    O professor pediu que déssemos continuidade ao experimento.

  • We must deal with this issue immediately. (neutro a formal)
    Precisamos lidar com essa questão imediatamente.

  • Can you sort out the paperwork by tomorrow? (informal a neutro)
    Você consegue resolver a papelada até amanhã?

“Sort out” carrega um quê de proatividade, é bem comum em e-mails de trabalho entre colegas, mas dificilmente apareceria num contrato. Já “deal with” é coringa que cabe em quase todo ambiente. “Put up with” (tolerar), por outro lado, tem um sabor coloquial forte e pode soar queixoso demais num relatório formal. Esse feeling se adquire com leitura variada: artigos de opinião, notícias, posts de blog, e-mails executivos, tudo vai mostrando quais phrasal verbs se comportam bem em cada vestimenta.

Ainda assim, em gêneros altamente formais, como artigos científicos, a preferência recai sobre verbos de origem latina. “Put off” vira “postpone”, “go up” vira “increase”, “find out” vira “discover”. Mas não é proibido usar o phrasal verb; muitas vezes ele deixa a comunicação mais direta e humana, o que é desejável até em certos relatórios corporativos modernos. Inclusive, o inglês contemporâneo tem abraçado um tom mais conversacional mesmo em contextos de negócios. Veja mais exemplos que transitem entre o casual e o vestido:

  • She pointed out the flaws in the proposal. (neutro)
    Ela apontou as falhas na proposta.

  • I can’t make out what you’re saying. (informal)
    Não consigo entender o que você está dizendo.

  • We expect the products to sell out quickly. (neutro)
    Esperamos que os produtos se esgotem rapidamente.

  • They’re trying to bring down costs. (neutro a semiformal)
    Eles estão tentando reduzir custos.

O melhor conselho é: em caso de dúvida, veja como nativos escrevem no mesmo gênero que você precisa produzir. Pegue um relatório anual de uma empresa inglesa e repare se aparece “find out” ou “determine”, “leave out” ou “exclude”. O uso adequado brota naturalmente depois que você se encharca de modelos reais. E lembre-se: soar excessivamente formal quando a situação pede proximidade pode criar distância desnecessária. Tudo sobre phrasal verbs envolve também sensibilidade comunicativa, aquela manha de escolher a palavra que veste o tom exato do momento.

Perguntas frequentes sobre phrasal verbs

1. Phrasal verb é sempre verbo mais preposição?
Nem sempre. A partícula pode ser um advérbio. Em “look up”, “up” é advérbio; em “look at”, “at” é preposição. A diferença aparece no comportamento: se há objeto, a preposição nunca se separa do objeto (“look at the picture”, nunca “look the picture at”). Já com advérbio, pode haver separação (“look the word up”).

2. Existe uma regra pra saber se o phrasal verb é separável?
Não há regra 100% infalível. Se ele carrega um objeto e a partícula é advérbio, provavelmente é separável. Se a partícula é preposição, será inseparável. Mas o melhor é consultar um bom dicionário. Com o tempo, o ouvido reconhece o padrão.

3. Preciso decorar todos os phrasal verbs?
De jeito nenhum. Foque nos 100 a 150 mais frequentes e aprenda a reconhecer o trabalho de cada partícula principal: “up”, “down”, “off”, “on”, “out”, “over”. Esse conhecimento te dá asas pra deduzir o sentido de muitos outros.

4. Phrasal verb e prepositional verb são a mesma coisa?
Muita gente usa como sinônimo, mas há diferença técnica. Phrasal verbs têm partícula adverbial e podem ser separáveis; prepositional verbs têm preposição e são sempre inseparáveis, como “listen to”, “depend on”. A fronteira é tênue e, pra comunicação, o que importa é usar corretamente.

5. Como posso praticar phrasal verbs no dia a dia?
Leia notícias, ouça podcasts, pausa e repita frases. Faça anotações com exemplos pessoais. Use aplicativos que enfatizam contexto, como frases de séries. E, acima de tudo, arrisque falar. O medo de errar separação trava, mas errar é parte do jogo.

6. Phrasal verbs são exclusivos do inglês informal?
Não. Muitos são neutros e aparecem em contextos profissionais. A escolha pelo equivalente latino (“postpone” em vez de “put off”) eleva a formalidade, mas não significa que o phrasal verb é proibido. O inglês moderno usa phrasal verbs até em documentos oficiais, dependendo do tom que se quer dar.

Conclusão

Chegamos ao fim dessa imersão, e uma coisa ficou cristalina: tudo sobre phrasal verbs se resume a enxergá-los não como bichos de sete cabeças, mas como peças vivas da língua, carregadas de lógica interna e de cor local. Você viu que a estrutura verbo mais partícula gera um sentido próprio, que a separação ou não do objeto segue pistas que o ouvido capta com a prática, que os agrupamentos por partícula reduzem a carga de memorização e que o contexto é o soberano absoluto quando um mesmo phrasal verb assume múltiplas faces. Os exemplos espalhados ao longo do texto — com traduções e comentários — servem de trampolim pra você criar os seus próprios e se soltar. O caminho não é encurtado por mágica: ouvir, ler, anotar e se jogar na fala sem medo constroem a fluência aos poucos, mas de um jeito que gruda. Agora é pegar essa conversa, aplicar no seu dia a dia e deixar os phrasal verbs fazerem parte do seu vocabulário ativo.

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