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Os verbos “aru” (ある) e “iru” (いる) são dois dos pilares da gramática japonesa, e a diferença entre eles é muito mais simples do que parece: aru é usado para objetos inanimados e conceitos abstratos, enquanto iru é reservado para seres vivos que se movem por conta própria. Em outras palavras, se você quer dizer que tem um carro, uma ideia ou que existe uma montanha, você usa “aru”. Agora, se a conversa é sobre pessoas, animais ou até mesmo insetos, o verbo certo é “iru”. Essa distinção é essencial para quem está aprendendo japonês, porque ela aparece em frases do dia a dia, desde uma pergunta simples como “você tem irmãos?” até uma afirmação mais elaborada sobre a existência de algo em um lugar. Ao longo deste artigo, vamos explorar cada um desses verbos em detalhes, mostrando suas conjugações, as partículas que os acompanham, os contextos de uso e, claro, muitos exemplos práticos para você nunca mais errar na hora de escolher entre “aru” e “iru”. Prepare-se para mergulhar na língua japonesa e dominar de vez esses dois verbos fundamentais.

O que são os verbos “aru” e “iru” na língua japonesa?

Os verbos “aru” e “iru” são classificados como verbos de existência no japonês. Eles indicam que algo ou alguém está presente em um determinado lugar ou que alguém possui algo. No entanto, a grande sacada é que a língua japonesa faz uma distinção clara entre o que é animado (vivo) e o que é inanimado (sem vida). Essa divisão não existe em português da mesma forma, porque a gente usa o verbo “ter” ou “haver” para tudo. No japonês, essa escolha é obrigatória e faz toda a diferença na hora de construir uma frase correta.

O verbo “aru” (ある) é usado quando falamos de objetos, plantas, fenômenos da natureza, ideias, sentimentos, eventos e qualquer outra coisa que não tenha vida própria. Já o verbo “iru” (いる) é usado para pessoas, animais, insetos e, em alguns contextos, para entidades como fantasmas ou deuses, que são considerados seres com movimento ou vontade própria.

Vale lembrar que, na forma educada (formal), esses verbos sofrem uma pequena alteração: “aru” vira “arimasu” (あります) e “iru” vira “imasu” (います). Essa forma é a mais usada em conversas cotidianas com pessoas que você não conhece bem ou em situações mais formais.

Exemplos de uso do verbo “aru” em frases:

  1. 私の部屋にテレビがあります。 (Watashi no heya ni terebi ga arimasu.) – Tem uma televisão no meu quarto.

  2. 明日、大事な会議があります。 (Ashita, daiji na kaigi ga arimasu.) – Amanhã tem uma reunião importante.

  3. この本は面白いアイデアがあります。 (Kono hon wa omoshiroi aidea ga arimasu.) – Este livro tem ideias interessantes.

  4. 机の上にペンがありますか。 (Tsukue no ue ni pen ga arimasu ka.) – Tem uma caneta em cima da mesa?

Exemplos de uso do verbo “iru” em frases:

  1. 公園に子供たちがいます。 (Kōen ni kodomo-tachi ga imasu.) – Tem crianças no parque.

  2. 彼女は猫を3匹持っています。 (Kanojo wa neko o sanbiki motte imasu.) – Ela tem três gatos. (Aqui, “motte imasu” é a forma contínua de “iru”, indicando posse.)

  3. あそこに田中さんがいます。 (Asoko ni Tanaka-san ga imasu.) – O Sr. Tanaka está ali.

  4. あなたは兄弟がいますか。 (Anata wa kyōdai ga imasu ka.) – Você tem irmãos?

Quando usar “aru” e quando usar “iru”? A regra de ouro

A pergunta que não quer calar: como saber qual verbo usar em cada situação? A regra é simples e direta: seres vivos que se movem por conta própria pedem “iru”; tudo o resto pede “aru”.

Isso inclui:

  • Pessoas – amigos, familiares, colegas de trabalho, estranhos.

  • Animais – cachorros, gatos, pássaros, peixes, insetos.

  • Seres mitológicos ou espirituais – fantasmas, deuses, demônios (quando vistos como entidades ativas).

  • Bactérias e vírus – em alguns contextos, são tratados como seres vivos.

Já o “aru” cobre:

  • Objetos – cadeiras, mesas, livros, carros, roupas.

  • Plantas – árvores, flores, grama (aqui cabe uma ressalva: embora sejam seres vivos, as plantas são tratadas como inanimadas no japonês).

  • Fenômenos naturais – chuva, terremoto, vento.

  • Conceitos abstratos – ideias, sentimentos, problemas, oportunidades, eventos.

  • Partes do corpo – braços, pernas, olhos (quando se fala de posse ou existência).

Uma dica que ajuda muito é pensar no seguinte: se o sujeito da frase consegue andar, nadar, voar ou se mexer por vontade própria, use “iru”. Se não, use “aru”. Claro que existem algumas exceções e nuances, mas essa regra cobre a grande maioria dos casos do dia a dia.

Exemplos de uso com “aru” para objetos e conceitos:

  1. あそこに古い神社があります。 (Asoko ni furui jinja ga arimasu.) – Tem um santuário antigo ali.

  2. この仕事には多くの課題があります。 (Kono shigoto ni wa ōku no kadai ga arimasu.) – Este trabalho tem muitos desafios.

  3. 冷蔵庫に牛乳がありますか。 (Reizōko ni gyūnyū ga arimasu ka.) – Tem leite na geladeira?

  4. 来週、テストがあります。 (Raishū, tesuto ga arimasu.) – Na semana que vem tem prova.

Exemplos de uso com “iru” para seres vivos:

  1. 庭に犬がいます。 (Niwa ni inu ga imasu.) – Tem um cachorro no jardim.

  2. あの建物の中に誰かいますか。 (Ano tatemono no naka ni dareka imasu ka.) – Tem alguém dentro daquele prédio?

  3. 私は兄弟が3人います。 (Watashi wa kyōdai ga san-nin imasu.) – Eu tenho três irmãos.

  4. 水槽に魚がたくさんいます。 (Suisō ni sakana ga takusan imasu.) – Tem muitos peixes no aquário.

Como conjugar os verbos “aru” e “iru” nos principais tempos verbais?

Conjugar “aru” e “iru” é mais simples do que parece, porque ambos seguem padrões regulares dentro da língua japonesa. O verbo “aru” é um verbo da classe 1 (godan), enquanto “iru” é um verbo da classe 2 (ichidan). Na prática, isso significa que suas terminações mudam de acordo com o tempo verbal e o nível de formalidade.

Conjugação do verbo “aru” (ある):

  • Forma educada (formal) presente/futuro: arimasu (あります)

  • Forma educada negativa: arimasen (ありません)

  • Forma educada passada: arimashita (ありました)

  • Forma educada passada negativa: arimasen deshita (ありませんでした)

  • Forma simples (informal) presente: aru (ある)

  • Forma simples negativa: nai (ない)

  • Forma simples passada: atta (あった)

  • Forma simples passada negativa: nakatta (なかった)

  • Forma te (para conexão de frases): atte (あって)

Conjugação do verbo “iru” (いる):

  • Forma educada (formal) presente/futuro: imasu (います)

  • Forma educada negativa: imasen (いません)

  • Forma educada passada: imashita (いました)

  • Forma educada passada negativa: imasen deshita (いませんでした)

  • Forma simples (informal) presente: iru (いる)

  • Forma simples negativa: inai (いない)

  • Forma simples passada: ita (いた)

  • Forma simples passada negativa: inakatta (いなかった)

  • Forma te: ite (いて)

Uma observação importante: a forma “aru” na negativa informal é “nai”, e não “aranai”. Esse é um erro comum entre iniciantes, então vale a pena prestar atenção.

Exemplos de conjugação em frases:

  1. あそこに本があります。 (Asoko ni hon ga arimasu.) – Tem um livro ali. (formal presente)

  2. 昨日、ここに本がありました。 (Kinō, koko ni hon ga arimashita.) – Ontem tinha um livro aqui. (formal passado)

  3. 明日は授業がありません。 (Ashita wa jugyō ga arimasen.) – Amanhã não tem aula. (formal negativo)

  4. 部屋に誰もいませんでした。 (Heya ni dare mo imasen deshita.) – Não tinha ninguém no quarto. (formal passado negativo)

Qual a diferença entre “aru” e “iru” na forma negativa?

Na forma negativa, a diferença entre “aru” e “iru” continua sendo a mesma: a natureza do sujeito. A forma negativa de “aru” é “nai” (ou “arimasen” na versão educada), e a de “iru” é “inai” (ou “imasen”). O que muda é apenas a terminação, mas a lógica de uso permanece idêntica.

É muito comum em japonês usar a forma negativa para dizer que algo não existe ou que alguém não está em determinado lugar. Por exemplo, se você quer dizer “não tem leite na geladeira”, você usa “aru” na negativa: “Reizōko ni gyūnyū ga arimasen.” Se você quer dizer “não tem ninguém em casa”, você usa “iru” na negativa: “Uchi ni dare mo imasen.”

Outro ponto interessante é que, na forma negativa, muitas vezes se usa a partícula “mo” junto com palavras interrogativas como “dare” (quem), “nani” (o que) ou “doko” (onde) para indicar “ninguém”, “nada” ou “lugar nenhum”. Por exemplo: “Dare mo imasen” significa “não tem ninguém”.

Exemplos de frases negativas com “aru” e “iru”:

  1. この店には日本語の本がありません。 (Kono mise ni wa Nihongo no hon ga arimasen.) – Nesta loja não tem livros de japonês.

  2. 今日は時間がありません。 (Kyō wa jikan ga arimasen.) – Hoje não tenho tempo.

  3. あそこに猫がいません。 (Asoko ni neko ga imasen.) – Não tem gato ali.

  4. 教室に学生がいませんでした。 (Kyōshitsu ni gakusei ga imasen deshita.) – Não tinha estudantes na sala de aula.

Como usar “aru” e “iru” para indicar posse?

Além de indicar existência em um lugar, os verbos “aru” e “iru” também são usados para expressar posse, ou seja, para dizer que alguém tem algo. Nesse caso, a estrutura da frase muda um pouco: o possuidor é marcado pela partícula “wa” (ou “ga”) e o objeto possuído é marcado por “ga”. A frase segue o padrão: [possuidor] wa [objeto] ga aru/iru.

Essa construção é extremamente comum no dia a dia. Quando você quer dizer “eu tenho um carro”, você usa “aru” porque carro é um objeto inanimado. Quando você quer dizer “eu tenho um irmão”, você usa “iru” porque irmão é uma pessoa.

Vale notar que, para animais de estimação, usa-se “iru”, já que eles são seres vivos. Para plantas, curiosamente, usa-se “aru”, pois no japonês elas são tratadas como inanimadas.

Exemplos de posse com “aru” e “iru”:

  1. 私は車があります。 (Watashi wa kuruma ga arimasu.) – Eu tenho um carro.

  2. 彼は新しいアイデアがあります。 (Kare wa atarashii aidea ga arimasu.) – Ele tem uma ideia nova.

  3. 田中さんは子供が3人います。 (Tanaka-san wa kodomo ga san-nin imasu.) – O Sr. Tanaka tem três filhos.

  4. 私はペットがいます。 (Watashi wa petto ga imasu.) – Eu tenho um animal de estimação.

Qual a relação entre “aru”, “iru” e as partículas “ni” e “ga”?

As partículas são elementos essenciais na gramática japonesa, e com os verbos “aru” e “iru” não poderia ser diferente. Duas partículas aparecem com frequência: “ni” (に) e “ga” (が).

A partícula “ni” indica o local onde algo ou alguém existe. Ela vem depois do lugar e antes do verbo. Por exemplo: “Koko ni hon ga arimasu” (Aqui tem um livro). O “ni” marca o lugar “aqui”.

Já a partícula “ga” marca o sujeito da existência, ou seja, a coisa ou pessoa que existe. No exemplo acima, “hon” (livro) é marcado por “ga”.

É importante não confundir “ni” com “de” (で). “De” é usado para indicar o local onde uma ação ocorre, enquanto “ni” é usado para indicar o local onde algo existe. Por exemplo: “Gakkō de benkyō shimasu” (Estudo na escola) – aqui se usa “de” porque é uma ação. Já “Gakkō ni sensei ga imasu” (Tem professor na escola) – aqui se usa “ni” porque é existência.

Exemplos com as partículas “ni” e “ga”:

  1. 机の上に本があります。 (Tsukue no ue ni hon ga arimasu.) – Tem um livro em cima da mesa.

  2. 公園に子供がいます。 (Kōen ni kodomo ga imasu.) – Tem crianças no parque.

  3. あの建物の中にエレベーターがありますか。 (Ano tatemono no naka ni erebētā ga arimasu ka.) – Tem elevador dentro daquele prédio?

  4. 私の家に猫が2匹います。 (Watashi no ie ni neko ga ni-hiki imasu.) – Tem dois gatos na minha casa.

Quais são os erros mais comuns ao usar “aru” e “iru”?

Mesmo estudantes avançados de japonês podem cometer deslizes na hora de escolher entre “aru” e “iru”. Os erros mais frequentes incluem:

  1. Usar “aru” para pessoas ou animais – Esse é o erro clássico. Frases como “Watashi wa kyōdai ga aru” estão erradas; o correto é “Watashi wa kyōdai ga iru” (ou “imasu” na forma educada).

  2. Usar “iru” para objetos – O oposto também acontece. Dizer “Tsukue no ue ni pen ga imasu” soa tão estranho quanto dizer em português “tem uma caneta vivo em cima da mesa”.

  3. Confundir “aru” com “suru” (fazer) – Embora sejam verbos diferentes, alguns iniciantes trocam “aru” (existir) por “suru” (fazer) em contextos como “tem reunião”. O correto é “Kaigi ga aru”, não “Kaigi ga suru”.

  4. Esquecer de trocar a partícula – Em frases que indicam posse, algumas pessoas usam “wo” (を) em vez de “ga”. Por exemplo: “Watashi wa kuruma wo arimasu” está errado; o correto é “Watashi wa kuruma ga arimasu”.

  5. Usar a forma negativa errada – Como mencionado, a negativa de “aru” é “nai”, não “aranai”. Erros como “Aranai” são comuns entre quem está começando.

Exemplos de correções de erros comuns:

  1. Errado: 私の友達がここにあります。 (Watashi no tomodachi ga koko ni arimasu.) – Meu amigo está aqui. (usando “aru” para pessoa)
    Correto: 私の友達がここにいます。 (Watashi no tomodachi ga koko ni imasu.)

  2. Errado: この本がここにいます。 (Kono hon ga koko ni imasu.) – Este livro está aqui. (usando “iru” para objeto)
    Correto: この本がここにあります。 (Kono hon ga koko ni arimasu.)

  3. Errado: 私は時間をあります。 (Watashi wa jikan wo arimasu.) – Eu tenho tempo.
    Correto: 私は時間があります。 (Watashi wa jikan ga arimasu.)

  4. Errado: あそこに木がいます。 (Asoko ni ki ga imasu.) – Tem uma árvore ali.
    Correto: あそこに木があります。 (Asoko ni ki ga arimasu.)

Como “aru” e “iru” aparecem em expressões idiomáticas do japonês?

Assim como em qualquer língua, os verbos “aru” e “iru” aparecem em diversas expressões fixas e idiomáticas no japonês. Conhecê-las ajuda a soar mais natural e a entender melhor a cultura por trás da língua.

Uma expressão muito comum é “aru aru” (あるある), que é usada para dizer “isso acontece muito” ou “é bem típico”. É uma gíria que indica reconhecimento de uma situação comum. Por exemplo, se alguém fala sobre um problema que todo mundo já passou, você pode responder “aru aru”.

Outra expressão é “ari ga nai” (ありがない), que significa “não tem jeito” ou “não há o que fazer”. É uma forma mais enfática de dizer que algo é impossível.

Também existe “iru toko ni shiwase ga aru” (いるところに幸せがある), que significa “a felicidade está onde você está” – uma frase bonita sobre valorizar o presente.

E não podemos esquecer de “aru kara” (あるから), que significa “porque tem” e é usado para justificar uma ação. Por exemplo, no episódio do Walk ‘n’ Talk Japonês da Fluency, a frase “Yuuto no happyou aru kara, ikimasu yo” significa “vou porque tem apresentação do Yuuto”.

Exemplos de expressões com “aru” e “iru”:

  1. あの人の言うことは、いつも矛盾がある。 (Ano hito no iu koto wa, itsumo mujun ga aru.) – O que aquela pessoa diz sempre tem contradição.

  2. 人生にはチャンスが一度だけあるとは限らない。 (Jinsei ni wa chansu ga ichido dake aru to wa kagiranai.) – Nem sempre há apenas uma chance na vida.

  3. 彼女の心には、まだ彼がいる。 (Kanojo no kokoro ni wa, mada kare ga iru.) – Ele ainda está no coração dela.

  4. 困ったときは、いつも友達がそばにいる。 (Komatta toki wa, itsumo tomodachi ga soba ni iru.) – Quando estou em apuros, meus amigos estão sempre por perto.

Como praticar o uso de “aru” e “iru” no dia a dia?

A melhor maneira de internalizar a diferença entre “aru” e “iru” é praticar com situações reais. Aqui vão algumas dicas práticas:

  1. Observe o mundo ao seu redor – Olhe para os objetos e pessoas à sua volta e tente formar frases em japonês. “Tem uma cadeira aqui” → “Koko ni isu ga aru”. “Tem uma pessoa ali” → “Asoko ni hito ga iru”.

  2. Pratique com listas – Pegue uma lista de itens e classifique cada um como “aru” ou “iru”. Pessoas, animais → “iru”. Objetos, plantas, conceitos → “aru”.

  3. Use flashcards – Crie cartões com imagens de seres vivos e objetos e treine a associação com o verbo correto.

  4. Converse com falantes nativos – Em aplicativos de troca de idiomas, peça para corrigirem seu uso de “aru” e “iru”. Os nativos percebem o erro na hora.

  5. Escreva um diário em japonês – Descreva o que você fez durante o dia, mencionando pessoas que encontrou e objetos que usou. Preste atenção em qual verbo usar em cada caso.

Exemplos de frases para praticar:

  1. 私のバッグの中に財布があります。 (Watashi no baggu no naka ni saifu ga arimasu.) – Tem carteira dentro da minha bolsa.

  2. あそこに田中さんと山田さんがいます。 (Asoko ni Tanaka-san to Yamada-san ga imasu.) – O Tanaka e o Yamada estão ali.

  3. この町には美味しいレストランがたくさんあります。 (Kono machi ni wa oishii resutoran ga takusan arimasu.) – Tem muitos restaurantes gostosos nesta cidade.

  4. 私の家族は5人います。 (Watashi no kazoku wa go-nin imasu.) – Minha família tem cinco pessoas.

Qual a importância de “aru” e “iru” para a fluência em japonês?

Dominar “aru” e “iru” é um dos primeiros passos rumo à fluência em japonês. Esses verbos aparecem em praticamente todas as conversas, desde as mais básicas até as mais complexas. Eles são a base para falar sobre o que existe, o que se tem, onde as coisas estão e quem está presente.

Além disso, o uso correto de “aru” e “iru” demonstra que o estudante entende uma das características mais particulares do japonês: a distinção entre animado e inanimado. Essa distinção não é apenas gramatical; ela reflete uma forma de pensar e de organizar o mundo que é muito presente na cultura japonesa.

Errar na escolha entre “aru” e “iru” pode causar confusão ou até mesmo soar cômico. Imagine dizer que uma pessoa “está” como se fosse um objeto – soa desrespeitoso. Da mesma forma, tratar um objeto como se fosse vivo pode parecer estranho.

Por isso, investir tempo para aprender bem esses dois verbos é fundamental. E a boa notícia é que, com a prática, a escolha se torna automática. Você vai começar a sentir qual verbo soa certo em cada situação, sem precisar pensar muito.

Exemplos de frases que mostram a importância do uso correto:

  1. 会議室に田中さんがいます。 (Kaigishitsu ni Tanaka-san ga imasu.) – O Sr. Tanaka está na sala de reunião. (correto, porque é uma pessoa)

  2. 会議室にプロジェクターがあります。 (Kaigishitsu ni purojekutā ga arimasu.) – Tem um projetor na sala de reunião. (correto, porque é um objeto)

  3. 私には夢があります。 (Watashi ni wa yume ga arimasu.) – Eu tenho um sonho. (correto, sonho é abstrato)

  4. 私には守るべき家族がいます。 (Watashi ni wa mamoru beki kazoku ga imasu.) – Eu tenho uma família para proteger. (correto, família são pessoas)

Perguntas Frequentes

Qual a diferença básica entre “aru” e “iru”?

A diferença básica é que “aru” é usado para objetos inanimados, plantas e conceitos abstratos, enquanto “iru” é usado para pessoas, animais e outros seres vivos que se movem por conta própria.

Posso usar “aru” para animais de estimação?

Não. Animais de estimação são seres vivos, portanto usa-se “iru”. Por exemplo: “Watashi wa inu ga imasu” (eu tenho um cachorro).

E se eu quiser dizer que uma planta está em um lugar?

Plantas usam “aru” no japonês, mesmo sendo tecnicamente seres vivos. Por exemplo: “Niwa ni ki ga arimasu” (tem uma árvore no jardim).

“Aru” e “iru” têm formas educadas diferentes?

Sim. A forma educada de “aru” é “arimasu” e a de “iru” é “imasu”. Essas formas são usadas em situações formais ou com pessoas que você não conhece bem.

Como faço para dizer “não tem ninguém” em japonês?

Você pode dizer “Dare mo imasen” (だれもいません), usando a forma negativa de “iru” com a partícula “mo”.

Posso usar “aru” para falar de eventos?

Sim. Eventos são considerados conceitos abstratos, então usa-se “aru”. Por exemplo: “Ashita, paatii ga arimasu” (amanhã tem festa).

Qual é a negativa de “aru” na forma informal?

A negativa informal de “aru” é “nai” (ない). Por exemplo: “Koko ni hon ga nai” (não tem livro aqui).

“Iru” também pode significar “precisar”?

Em alguns contextos, “iru” pode aparecer em expressões como “hitsuyō da” (necessário), mas o verbo “iru” em si não significa “precisar”. Para dizer “preciso de algo”, usa-se “ga hitsuyō da” ou “ga iru” em alguns dialetos, mas é importante não confundir.

Conclusão

Chegamos ao fim desta jornada pelos verbos “aru” e “iru”, dois pilares essenciais da língua japonesa. Como vimos, a diferença entre eles é clara: “aru” para objetos inanimados e conceitos, “iru” para seres vivos. Essa distinção, que pode parecer estranha para quem fala português, é natural e intuitiva no japonês, e dominá-la é um passo fundamental para quem quer se comunicar com clareza e naturalidade.

Ao longo deste artigo, exploramos as conjugações, as partículas, os contextos de uso, os erros comuns e até algumas expressões idiomáticas. Vimos que “aru” e “iru” vão muito além de simplesmente “ter” ou “haver” – eles carregam consigo uma forma de enxergar o mundo, separando o que tem vida do que não tem.

A prática é o segredo para nunca mais errar. Observe, repita, escreva e, principalmente, fale. Com o tempo, a escolha entre “aru” e “iru” vai se tornar automática, e você vai perceber que a língua japonesa faz todo o sentido.

Para continuar sua jornada no aprendizado do japonês, que tal explorar outros conteúdos da Fluency? Você pode se aprofundar no sistema de escrita hiragana, essencial para ler e escrever as primeiras palavras. Também vale a pena conhecer os verbos afirmativos formais, que vão ajudar a soar mais educado e respeitoso em diversas situações. Se os kanjis ainda são um desafio, o guia completo de kanji vai te mostrar que eles não são tão assustadores quanto parecem. E, claro, não deixe de conferir o curso de japonês online da Fluency, que vai te levar do zero à fluência com um método comprovado. Ah, e se você gosta de aprender com diálogos, o Walk ‘n’ Talk Japonês é uma excelente pedida para praticar o idioma em situações reais.

Agora é com você. Pegue esses verbos, pratique bastante e veja como o japonês vai ficar muito mais claro e divertido. 頑張ってください (Ganbatte kudasai) – boa sorte!

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